Sábado, Outubro 04, 2008

Táctica De Ajuda

Olá! Se têm dificuldades a Inglês, vou-vos mostrar uma táctica para isso deixar de ser um problema:
1º passo: escolhem um filme de que gostem mesmo muito.
2º passo: vêm esse filme muitas vezes de forma a já saberem as falas quase de cor.
. 3º passo: vêm o filme sem legendas nenhumas para começarem a ouvir a pronúncia e a aprender quando os americanos falam mais rápido, as abreviaturas…
4º passo: depois vêm o filme com legendas em inglês para que aprendam a escrever as palavras. Como já viram o filme muitas vezes anteriormente, já sabem qual é a primeira fala. Agora imaginem que era “Boa Sorte”. Viam o filme com legendas em inglês e a primeira frase que diziam era: “Good luck”. Logo, já ficavam a saber como é que se dizia “Boa sorte” em inglês!
ATENÇÃO: Têm mesmo que gostar do filme que escolherem, se não, não vão ter tanto prazer em vê-lo muitas vezes como a táctica sugere.
BOA SORTE!!!

Terça-feira, Setembro 16, 2008

O Poeta da Chaminé

Era uma vez uma escola. Todos nós sabemos o que é que se faz nas escolas, certo? Trabalhamos e aprendemos para o bem do nosso futuro, e para o nosso próprio bem. E esta escola não tinha nada de diferente, nesta escola trabalhava-se, faziam-se os trabalhos de casa, arranjavam-se amigos… Enfim, tudo isso. Só que, claro, também há o que todos os alunos gostam de fazer quando estão em altura de aulas e já estão descansados em relação aos testes; as visitas de estudo. Claro, são para estudar e aprender, só que… Enfim, podemos ir para o ar livre, faltar a umas quantas aulas… É bom. Além disso podemos passear com os nossos amigos.
Mas, como vão descobrir ao longo desta história, nem todas as visitas de estudo são assim tão espectaculares.
Bem, esta escola de que vos vou falar chamava-se São Julião da Barra. Era bonita. Grande, espaçosa, tinha campo de futebol, cantina, tinha um bar e biblioteca. Tinha muitas turmas, desde o 5º ano, até ao 9º. Mas, eu vou-vos falar da turma do 5ºB. Era uma boa turma, tinha meninos traquinas, mas, o que é que se pode dizer? Eram crianças.
Uma manhã, eram 8h15m, ou seja, hora para os meninos irem para as aulas. Entraram todos os dezanove meninos. E lá ficaram à espera da Directora de Turma (Prof. Ilda Fernandes), que lhes trazia óptimas notícias. Os nomes dos meninos do 5ºB eram: Ana, Bárbara, Beatriz, Bruno, Catarina, Eluísa, Gonçalo, Helena, Joana, João, Filipe, Mafalda Cadete, Mafalda Campos, Leonor, Mariana, Matilde, Rodrigo, Rui e Wesley.
Quando a D.T. (Directora de Turma) chegou, os alunos repararam na sua cara de felicidade, e então perguntaram:
- Professora. – Chamou a Bárbara. – Parece muito entusiasmada.
- Pois, meninos. – Disse a Prof. Ilda. – Como todos sabem, só temos 1 visita de estudo por ano, e…
- Vamos a uma visita de estudo, “stora”? – Interrompeu o Gonçalo.
- Não me deixam falar. Pouco barulho, meninos. Sim, vamos a uma visita de estudo!
Estavam todos muito entusiasmados, como podem calcular. Uns diziam: “Que fixe, onde é que vamos, professora?” E outros ainda diziam e perguntavam: “Que giro”, “Quando é que vamos?”
- Calma, meninos! – Exclamou a Professora, batendo palmas para chamar a atenção dos seus alunos. – Vamos a um sítio muito especial. Vamos a uma pequena aldeia lá para o Norte chamada Chaves. Alguém conhece?
Todos abanaram a cabeça, dizendo que não.
- Pois bem, então vão conhecê-la na segunda-feira. Ou seja… Daqui a uma semana.
- Stora, vamos ficar lá por quantas horas? – Perguntou o João.
- Queres antes dizer, a quantas aulas vamos faltar? – Perguntou Leonor, à espera de uma confissão.
- Cala-te, Leonor! – Exclamou o João, já com cara de quem não quer saber da opinião de uma rapariga.
- Cala-te tu. – Ripostou Leonor.
- Meninos! Parem imediatamente com isso! Meu Deus! Não se sabem dar bem? Acalmem-se. João, desta vez não vamos ficar lá horas, ok? Desta vez temos que ficar lá uma semana inteira.
- Ei, que fixe! – Gritou, sem querer Matilde, batendo de imediato na boca. – Desculpe, desculpe.
- Não faz mal. – Afirmou a professora. – Bem, vou precisar da autorização dos vossos pais ou avós, enfim, dos vossos encarregados de educação, está claro?
- Sim. – Disseram todos em coro.
A Directora de Turma levantou-se calmamente, pegou na sua mala verde muito escura, tirou de lá uns papéis com um clip. Tirou o clip e levantou-se, para distribuir os papéis.
- Bem, vamos partir exactamente às 10h00 da manhã, por isso é bom que estejam todos cá por volta das 9h15, entendido? A hora prevista da chegada é às 15h30.
- Trazemos comida? – Perguntou a Ana.
- Não será necessário. Compramos comida e almoçamos no caminho…
- Professora, onde vamos ficar hospedados? – Perguntaram.
- Num hotel de 3 estrelas. Não é muito, mas também só lá vamos para passar a noite, por isso. Não me consigo recordar do nome, mas não tem problema. Está bem?
- Sim. – Responderam todos em coro, uma vez mais.
- Preciso destes papéis amanhã, ouviram? Tenho que marcar, reservar, calcular, apontar, avisar… (suspiro), esta visita de estudo é bom que valha a pena, vai-me dar um trabalhão!...
Passado uma semana…
Por coincidência, todos os meninos puderam ir à visita de estudo. Nenhum deles alguma vez tinha ido a uma visita de estudo prolongada a uma semana. Estavam todos muito energéticos e entusiasmados. Já eram 10h00 e lá estava o autocarro, pronto para fazer uma longa caminhada. Era amarelo, cheio de graffitis embora os pneus parecessem ser de alta qualidade. O motorista parecia um sem-abrigo. Tinha olhos verdes, que até eram muito bonitos, tinha o cabelo despenteado e branco, parecia que tinha sido sugado por um furacão, as longas barbas eram iguais, brancas e despenteadas. Usava um casaco até aos joelhos, cinzento gasto, umas calças verdes flurescentes e uns sapatos de vela, também gastos, brancos.
- Prontos para a viagem, meninos? – Perguntou o motorista.
- Sim!!! – Responderam todos.
Podia-vos dizer que eles se estavam a divertir, a cantar, a dançar, a ouvir música, mas a verdade é que estaria a mentir. A viagem era demasiado longa, 5 horas inteirinhas ali, sentados, sem fazer nada, a ouvir alguns colegas a ressonar…
Uma hora depois…
- Motorista? – Chamou a Prof. Ilda. – Não era suposto já estarmos lá? São 16h30!
- Pois, eu… - Sussurrou o motorista. – Eu acho que me perdi…
- O quê?! Não pode ser! Mas, mas e o que é que lhes digo? Isto pode ser perigoso, isto por estas bandas há muito drogado e maluco. Ainda nos roubam a carrinha!
E foi então que o Wesley perguntou:
- Professora, falta muito?
- Hum… Meninos, tivemos aqui um pequeno problema e estamos perdidos.
- O QUÊ?! – Gritaram.
Claro que por mais que refilassem, não havia nada a fazer. Pedir direcções era demasiado perigoso. Seria o mesmo que pedir que os assaltassem mais rapidamente.
Já era noite e todos pararam ao pé de umas macieiras e pereiras que por sorte se encontravam ali. A professora continuava a tentar dizer-lhes que aquilo não era nada, que no dia seguinte já estaria tudo bem e já podiam ir tomar um pequeno-almoço gigante e um almoço ainda maior. E que poderiam dormir em camas confortáveis, com lençóis e cobertores quentinhos.
As primeiras a acordar foram a Mafalda Cadete e a Mariana. Mal se levantaram, viram dois polícias a pôr uma multa no pára-brisas do autocarro. Mariana levantou-se e disse:
- Olá?
- Ah, já acordaram. Quem são vocês? Sem-abrigos? – Perguntou um polícia.
- Não, não somos sem-abrigos. Somos estudantes. – Afirmou a Mafalda Cadete.
- Exacto. Íamos numa visita de estudo, só que… Bem, digamos que o motorista se destraíu e enganou-se no caminho.
- Ah sim… E passaram aí a noite toda?
Passado pouco tempo, toda a gente acordou. E a Catarina perguntou, ainda bocejando:
- O que é que se passa?
- Porque é que nos ‘tão a multar? Não temos culpa de nos termos perdido! – Afirmou o Rui.
- Senhores polícias, nós perdemo-nos e não tínhamos onde ficar, por isso… quer dizer, viemos cá fora para comer fruta.
- E acho que adormecemos cá fora. – Interrompeu Eluísa.
- Senhores guardas. – Chamou a Prof. Ilda, fazendo sinal aos seus alunos para irem para dentro do autocarro. – Por favor, não fazíamos a minima ideia de que não se podia estacionar neste local. Além disso, o motorista…
A Prof. Ilda olhou à volta e apercebeu-se de que o motorista tinha desaparecido. E, ao mesmo tempo, todos os alunos saíram do autocarro queixando-se que lhes tinham roubado os telemóveis.
E o Sr. Agente perguntou:
- Estão a dizer que acham que o tal motorista vos roubou os telemóveis e objectos pessoais?!
- Não Sr. Agente, só mesmo os telemóveis. – Esclareceu o Jorge Filipe.
- Exacto. Provavelmente para que não pudéssemos contactar ninguém. – Afirmou a Mafalda Campos.
- Hum… E podem descrever esse tal motorista?
- Sim, claro. – Disse a Professora Ilda, cobrindo a boca com as mãos.
Entretanto, dentro do autocarro, os alunos não paravam de arranjar ideias que justificassem as acções do motorista.
- Não sei, acham que ele fez tudo isto de propósito só para conseguir os nossos telemóveis? – Perguntou a Bia.
- Acho que não. Se esse tivesse sido o caso, porque razão é que ele limitou-se a levar os telemóveis? Seguindo a lógica, só ganhava se levasse as outras coisas também, como por exemplo os Mp3’s, os iPhone’s e também o pouco dinheiro que trazíamos. – Raciocinou Bruno.
- Ei! – Exclamou a Joana – Ele vai ali!!! O motorista está ali! Corram, atrás dele!
- O quê?! Mas… Mas não devíamos contar antes à polícia? – Perguntou Rodrigo, sob pressão.
- Claro, se quiseres que ele fuja! – Exclamou o Bruno, já a correr.
De maneira que foram todos a correr, atrás do motorista, que levava um grande saco do lixo, que provavelmente tinha lá dentro os bens deles.
Correram mais ou menos por meia dúzia de minutos e, quando deram por si, estavam num grande campo lindíssimo, coberto da relva mais verde, agradável e viva que podia existir, com flores de todas as cores; vermelhas, amarelas, azuis, brancas, cor-de-laranja, liláses, roxas… Era tudo tão bonito. Era a Natureza.
E lá estava o motorista:
- Sabem, meninos…
- Dê-nos imediatamente todos os nossos telemóveis! Ladrão. – Gritou o Gonçalo, a ameaçá-lo só com o olhar.
- Não! – Exclamou o motorista. – Eu não sou ladrão! Por amor de Deus. Eu… (suspiro). Eu peço imensa desculpa por vos ter roubado os telemóveis. Prometo que vos devolvo. Mas primeiro, ouçam.
- Você vai para a cadeia, é o que é. – Disse a Catarina.
- Não! Bolas, vocês crianças só se querem fazer ouvir. Há aqui algum bom ouvinte? - Ninguém respondeu. Não percebiam. Ele era um criminoso mas, afinal de contas o caso não era assim tão sério. Até se oferecera para devolver o que havia roubado. Era tudo muito estranho. – Já ouviram falar do “Poeta da Chaminé”?
- Ya, não era bom da cabeça. – Afirmou a Ana. – Dedicava todos os poemas à sua amada, uma tal de Sofia.
E a Mariana continuou:
- Exacto. Declarava-lhe os poemas que escrevia na sua chaminé. Num livro, dissera que era porque gostava de olhar para as estrelas enquanto escrevia e pensava na sua amada.
- Não me lembro bem, mas acho que era porque dizia que cada estrela existente e visível que há no céu representa um parente. Comunicava com eles dessa forma. Uma tolice, se quer que lhe diga! – Exclamou Rui.
- Não, é verdade! – Afirmou o motorista, prestes a libertar umas quantas lágrimas.
Até que a Bia perguntou:
- Espere lá… Porquê essa tal conversa agora? Do “Poeta da Chaminé”? Você… Você conhecia-o!...
- Se querem que vos diga, não me conheço assim tão bem…
- Você?! Pois claro, vá gozar com outro. O “Poeta da Chaminé” morreu há dois anos atrás. –Exclamou Mafalda Cadete.
Todos olharam para os olhos verdes e bem abertos, embora molhados, daquele pobre motorista. Pareciam hipnotizados. Neles viram a verdade.
- É verdade… - Murmurou o João. Durante dois minutos ninguém abriu a boca, até que o João disse: - Dá-me um autógrafo?!
- Desculpa rapaz. Mas não… Não tenho autógrafo. Depois de tantos anos na ruína, sem nada fazer, confesso que me esqueci dele. Não dou autógrafos há muitos anos. Desculpa. Mas, eu… Vou-vos contar uma história. Passou-se há trinta anos atrás, na casa da minha amada. Era de noite. O céu estava coberto de estrelas que me diziam para me declarar. E eu, parvo, aceitei. De maneira que, eu (estando as porta da frente e das traseiras trancadas resolvi entrar pela chaminé). Como a casa era bem nova, não era díficil subir para o telhado. Havia dois pilares da parte da frente da casa, de maneira que bastava subi-los. Como eram ásperos, facilitava bastante. Depois era só aconchegar-me lá, tinha o meu bloco, a minha caneta, e escrevia. Ela sentava-se na sua grande poltrona ao pé da lareira a beber cacau quente e a ver a “SIC MULHER”. Fazia isso todas as sextas-feiras. Engraçado. Bem, eu tenho é que descobrir se ela ainda… cá está, entendem? Ainda a amo e ainda quero passar o resto da vida com ela! Mas não tive coragem de entrar, ela ia pensar o quê de mim? Que era um criminoso? Um ladrão? De maneira que apenas fiz o que fazia todas as noites.
- Mas o senhor tem sessenta anos. E ela, segundo os seus poemas, deve estar perto dos cinquenta e quatro anos! – Afirmou a Eluísa.
- Ou seja… O misterioso “Poeta da Chaminé” precisa da nossa ajuda?... – Perguntou, Wesley, entusiasmando-se.
- Hum… E o que é que nós recebemos em troca? – Perguntou a Leonor. – Afinal de contas…
- Respostas. – Interrompeu a Joana. – Nós queremos respostas! E os nossos telemóveis de volta, claro.
- Sim, claro. Aceito. Responder-vos-ei a qualquer pergunta.
A primeira pergunta foi a da Matilde:
- Como é que nunca ninguém o viu? Nem a Sofia?
- Bem, como é óbvio, ninguém anda a olhar para o telhado de sua casa, é um pouco incomum. Além disso eu era bastante silencioso. Não se ouvia absolutamente nada de dentro. E, quanto às outras, acho que era porque o bairro era pequeno e, para além do mais, ninguém gostava muito da minha querida Sofia. Ela também era muito tímida. E acho que duas ou três pessoas achavam que eu era o seu marido.
A segunda pergunta coube ao Jorge Filipe:
- Como é que a conheceu, senhor?
- Ai… O melhor dia da minha vida, se querem que vos diga! Ela acabava de se mudar. Tinha o cabelo solto, tinha vestido uma T-shirt amarela com um casaco preto e uma saia bege, com uns ténis brancos com uma risca amarela. Tão bonita… Eu não resisti, tinha que ir falar com ela. Ela… achou-me um pouco esquisito, como é óbvio! Bolas! Nunca tive jeito nenhum com as mulheres! Só digo disparates.
- E nunca mais falou com ela? – Perguntou a Helena.
- Achei melhor não. O meu amor por ela era impossível. Ela era uma beldade! E eu… eu sou uma desgraça.
- Não o quero levar a baixo, mas… O que é que o faz pensar que desta vez não correrá mal, uma vez mais? – Interrogou-se Rodrigo.
- Já não tenho a idade que tinha. Na altura fiz o que achava ser o melhor para a Sofia, mas se fosse hoje, faria tudo de maneira tão diferente! Algo me diz que esta é a minha última hipótese para lhe dizer o que sinto.
- Última pergunta: Porque é que parou de escrever? – Perguntou a Bárbara.
- Porque… Ouçam; eu não tenho família, não tenho amigos, nem um cão. O que me fazia levantar todas as manhãs era a minha Sofia, não era o dinheiro nem a escrita. Era o pensamento de que poderia arranjar a coragem de que precisava para lhe declarar o meu amor. Que aquele ia ser o dia da minha vida. Desde que me apercebi de que estava a ficar falido é que comecei a carreira de motorista. Escolhi-vos a vocês para me ajudarem porque a professora Ilda é minha irmã. Eu falei com ela, pedi-lhe autorização para falar convosco. Está a dar informações erradas à polícia. Agora, por favor, eu imploro-vos. Ajudem-me.
Olharam todos uns para os outros e concordaram que ajudar aquela pobre alma era o mais correcto a fazer.
- O que queres que façamos? – Perguntaram todos em coro.
O motorista telefonou à sua irmã, à Prof. Ilda, a perguntar dos polícias e ela dissera-lhe que eles se tinham ido embora. De maneira que ele e a turma voltaram para o autocarro e dirigiram-se para Chaves. Aquela aldeia tão bonita.
Já estavam em frente à casa de Sofia. As mãos do motorista tremiam como se fosse a mais fria noite de Inverno. Ele tinha a consciência de que ela poderia não se encontrar lá, mas… Ele tinha de saber. Não suportava o facto de não a poder ver mais. Nunca mais.
Tocou à campainha. Olhou para trás, hesitando. A turma e a Prof. Ilda desejaram-lhe muita sorte, por isso ele sentia que não estava sozinho, de maneira nenhuma.
Uma senhora negra, com roupas… indecentes abriu a porta e perguntou:
- O que queres seu banana?
- Eu… Estava à procura da Sofia. Sofia Duarte.
- Ela não mora aqui, ciganinho. Mudou-se há cerca de dois meses.
- Sabe a morada? Mudou-se para onde? Por favor, eu tenho mesmo de saber.
- Sintra. Conheces?
- Sintra… Sim, conheço mas não sei o caminho.
- Vou buscar um mapa, fica aí. Ai de ti que saias, já volto.
Quando a mulher voltou…
- Aí tens. Boa sorte a encontrar a tua miúda.
- Obrigado!
E lá foram todos, no autocarro. A viagem demorou cerca de cinco horas e meia. Quando lá chegaram eram 17h50m. Como a senhora negra que agora vivia na antiga casa de Sofia não lhes dissera a morada, eles estiveram 2horas inteiras a perguntar por ela. Se alguém conhecia uma senhora chamada Sofia Duarte que se mudara para cá há cerca de dois meses. E ninguém estava a ver quem ela era. Até que…
- Boa noite, desculpe incomodar, por acaso não conhece uma senhora chamada Sofia Duarte, mudou-se para cá há cerca de dois meses atrás? Tem cerca de cinquenta e quatro anos…
- Por acaso conheço. Cabelo moreno, olhos azuis escuros…
- Sim! Sim! Exactamente! Sabe onde ela vive?
- É a minha mulher.
Aquelas quatro palavras partiram o coração do pobre motorista. Não sabia o que dizer. Estava casada. A Sofia, a sua Sofia, o amor da sua vida tinha já um homem no seu coração e não era ele.
- Hum… A sério? Sofia Duarte? Cerca de 1.60m…
- Exacto. Não creio estar a confundi-la. Mas porquê? Conhece-a de algum lado? – Perguntou o homem.
- Sim. Eu fui o vizinho dela. Ela tinha uma casa em Chaves.
- Sim, sim… Mas eu levo-o à minha mulher, você parece ser boa pessoa. Aqueles miúdos são seus?
- Não, eu sou solteiro. E motorista, aquela é uma turma.
- Vieram visitar Sintra?
- Não, mas perdoe-me mas é uma longa história que infelizmente não vai ter a hipótese de ouvir.
E lá foi o motorista com aquele homem que tinha o braço à volta do seu pescoço. Andaram cerca de 20minutos, sem dizerem absolutamente nada e pararam em frente a uma grande casa amarela.
- Entre. – Afirmou o homem, abrindo a porta das traseiras.
- Muito obrigado. E o que é que você faz?
- Sou advogado. Ah! Mais que falta de educação a minha, peço imensa desculpa, sou mesmo tolo, nem me ocorreu apresentar-me! O meu nome é Ricardo Silva.
Entraram os dois para dentro de casa, e o Sr. Silva levou o motorista para uma sala escura, só com uma cama e com um lavatório que estava absolutamente nojento.
- Mas…
- Entre imediatamente e cale-se! – Interrompeu o homem, ao mesmo tempo que tirava uma fita-cola própria para não permitir que uma pessoa grite. – Achava mesmo que eu o levava à minha mulher? Vai ficar aqui trancado e amanhã prepare-se que, quando a minha mulher for dar o seu passeio matinal das 8h00, você vai levar uma boa sova.
O motorista não conseguia falar, nem gritar, nem mesmo mover-se devido às cordas que o Sr. Silva lhe atara.
Entretanto, na vila principal de Sintra, a turma e a Prof. Ilda começavam a ficar preocupados com o tempo que o motorista estava a levar:
- Bolas! Já passou uma hora e nada! – Disse o Jorge Filipe.
- Não sejas impaciente, Filipe. – Afirmou a Helena.
- Exacto, provavelmente estão a ter uma conversa. – Disse a Matilde.
- Pois, uma LONGA conversa! – Exclamou a Leonor.
- Deus queira que desta vez seja uma conversa civilizada. – Disse a Mariana, olhando para o relógio.
Já tinha passado mais de meia hora e nada.
- OK, agora sim estou a ficar preocupada. É melhor irmos lá. – Disse a Prof. Ilda.
Foram todos pela esquerda, como o Sr. Silva e o motorista tinham feito. Depois viraram à direita.
- E agora? – Perguntou a Bia.
- Porque lado foram? Viraram novamente à direita, à esquerda ou dirigiram-se sempre em frente? – Perguntou a Ana.
A Professora Ilda olhava muito atentamente para a frente, e olhava tão fixamente que conseguiu ver o Sr. Silva lá ao longe, na varanda com uma mulher muito bonita que provavelmente era a Sofia.
- Em frente! Está ali aquele homem que acompanhou o meu irmão! Ali, na varanda!
E correram todos em frente, com um mau pressentimento.
Entretanto, o Sr. Silva falava com a sua mulher:
- Olá, querido.
- Já fizeste o jantar, mulher? – Perguntou o Sr. Silva virando a cara da mulher com agressividade. – Estou com uma fome de cão.
- Eu não sabia o que fazer para o jantar, Ricardo. Não me disseste.
- Quero lombinhos de porco, batatas fritas com ketchup, um ovo de estrelado e bacon. Para sobremesa quero um arroz-doce com bastante canela e para beber… champanhe.
- A que se deve toda essa alegria, Ricardo?
- Nada que te interesse. Vai fazer-me o jantar. Ah! E depois trá-lo à sala, quero ver televisão enquanto como.
- OK.
Quando a Sofia se dirigia à cozinha, ouviu um gemido. Depois outro. E depois outro. Não paravam. O barulho vinha do sótão. Desceu as escadas e de repente sentira alguma coisa no ombro. Era o seu marido.
- Não está aí nada. Não me disseste que ias preparar o jantar?
- Sim, mas ouvi um gemidos…
- Pára! – Interrompeu o Sr. Silva. – Tu queres ver o que está aí dentro, “querida”?
- Sim, ouvi barulhos… - Hesitou Sofia.
Então o Sr. Silva, com bastante força atirou a mulher pelas escadas abaixo deixando-a quase inconsciente. De seguida desceu as escadas cheias de pó e teias de aranha que não eram limpas há séculos. Levantou a mulher pelos cabelos e sussurrou-lhe aos ouvidos:
- Já te matei a curiosidade?
A mulher acenou com a cabeça acenando que sim.
- Então tu serás a próxima… - E foi encomendar uma pizza para o jantar.
Entretanto a turma e a Prof. Ilda correram o mais que puderam e finalmente chegaram à casa do Sr. Silva que, por uma tremenda sorte se encontrava aberta.
- Isto não me cheira nada bem… - Afirmou o Rui recuando.
- Nunca mais vou a visitas de estudo! – Exclamou o Gonçalo.
A Prof. Ilda também estava aterrorizada por um lado, mas por outro queria mesmo saber onde estava o seu irmão. Tinha um mau pressentimento acerca de tudo aquilo…
- Agora eu entro. – Disse.
- O quê?! – Exclamou a turma. – Nós também queremos ir. Pode ser demasiado perigoso para uma pessoa só.
- Então quanto mais para crianças. Não. Eu vou. É melhor assim. Se eu demorar mais de 10minutos chamem a polícia.
E a turma lá concordou.
A Prof. Ilda entrou com as mãos e pernas a tremer.
- Olá?! – Gritou. – Mano, estás aqui? Mano?...
- Quem é você? – Perguntou o Sr. Silva. Ah… Você estava com aquele homem na vila, não é?
- Onde está o meu irmão?
- Quer vê-lo? – Perguntou o Sr. Silva com a maior calma do mundo. Dizendo isto, ele empurrava calmamente a Prof. Ilda até ao sótão. Estavam nas escadas e, fazendo um estrondo tremendo, atirou a Prof. Ilda abaixo. Tapou-lhe a boca e amarrou-lhe as mãos tal como fizera com a Sofia e com o motorista.
A turma lá fora ouvira o estrondo e pensaram juntos:
- O que foi isto? – Perguntou a Bárbara?
- Se calhar só deixaram algo cair. – Disse o Bruno.
- Claro, pois, duvido que fizesse um estrondo como aquele! – Afirmou a Joana.
Depois chegou o homem da pizza, e tiveram uma ideia brilhante. Esconderam-se atrás de umas quantas árvores que havia no quintal e, antes que o homem da pizza pudesse tocar à campainha, derrubaram-no, atiraram-lhe uma pedra e despiram-no.
- Agora, quem é que veste esta roupa? – Perguntou a Catarina.
- Eu não sou de certeza. – Afirmou o João.
- Fazem “Par ou Ímpar”. – Sugeriu a Eluísa. – Mas tem que ser alguém grande, logo resta-nos…
- A Mafalda Cadete e o Rodrigo. – Disse a Mafalda Campos.
Lá fizeram aquele jogo muito rapidamente e calhou a Mafalda.
- Uffa, ainda que não me calhou a mim. – Disse o Rodrigo, mais descansado.
- Vai-te vestir atrás daqueles arbustos. – Sugeriu o Wesley.
E lá foi a Mafalda Cadete. Não demorou muito, cerca de 2minutos, De seguida ela pôs-se à frente da porta, segurou na caixa que trazia a pizza. Os restantes foram-se esconder. Tocou à campainha e, quando o Sr. Silva abriu a porta a Mafalda disse:
- Bom apetite.
E, muito rapidamente a turma começou a atirar os seus sapatos ao corpo do Sr. Silva. (Tinham medo de usar pedras porque muitas pedras ainda o matavam, logo deveria ser só uma, mas tinham medo de atirar só uma pois podiam falhar e não teriam outra chance pois o Sr. Silva poderia escapar).
O Sr. Silva caiu redondo no chão e a turma entrou muito cuidadosamente. Ouviram alguns gemidos que vinham do sótão. Desceram as escadas, abriram a porta muito cuidadosamente e lá estavam eles!
- Não se preocupem. Vamos desamarrar essas cordas. – Disseram.
E foi isso mesmo que fizeram.
Eu lamento dizer que não sei o que aconteceu a seguir porque adormeci quando a minha mãe, que me estava a contar esta história, chegou a essa parte. Tive um sonho maravilhoso.
Mas, ontem à noite, quando fui ao supermercado encontrei-o. O Poeta da Chaminé. Diziam que ele morrera mas não. Ele encontrava-se ali mesmo, à minha frente e a única coisa que me lembrei de dizer foi:
- Você é formidável.
E ele respondeu, sorrindo:
- Digamos que a mente é o meu diário. A chave está no coração.

FIM

Sábado, Agosto 23, 2008

Oh, meu coração


Porque choras, Coração
Se eu te tento ajudar
Tu foges-me pela mão,
Foges a chorar.

Finges que não percebes
Que estás morto na solidão,
Finges que não queres saber,
Só sabes dizer que não.

Oh coração,
Precisas de alguém,
Que te ame, que te mime,
Que te faça sentir bem.

Que te diga que as estrelas brilham por ti,
Que te diga que o sol aquece para tua felicidade
Que te abrace todas as noites
E pede que fiques comigo.

Que peça que não fujas,
Que mime as corujas
Para que cantem para ti,

Só para ti,
Para que durmas bem.

Por isso eu mesma me ofereço,
Para ter a coragem de que ambos precisamos
Para ter a coragem de te tornar maior,
Para que tenhas espaço para um senhor.

Para quem me quer mimar, beijar,
Para quem me quer abraçar.

Dar-te-ei companhia,
Dar-te-ei a felicidade para que eu mesma seja feliz
Para que tu estejas acompanhado,

E PARA QUE ESTEJAS SEMPRE DO MEU LADO.




(http://images.google.pt)

Saudade

A saudade é o que receio,
Em quantidade morro pelo meio.
Se for por ti começa o fim
Antes do princípio,
Mesmo que estejamos no mesmo sítio
Meu coração fica obeso
E é por isso que por ti rezo.

Amo-te mais do que é possível,
Porque o amor é invencível

ATÉ JÁ.

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Tokio Hotel

Olá a todos! Ontem, dia 29 de Junho fui ao concerto dos Tokio Hotel. Não sei se conhecem mas eu, ao princípio não gostava muito deles mas agora já os respeito e confesso que até gosto de uma ou duas músicas. O concerto realizou-se no Pavilhão Atlântico. Acerca disso... Achava que era bastante maior, apesar de ser grande. Pensava que não tinha cadeiras, sabem,pensava que simplesmente tinha um palco, e que depois, quem tivesse ido ver o concerto ficava em pé, diante do palco. Mas não, tinha muitas, muitas, muitas cadeiras amarelas que parecia que iam cair a qualquer momento. Cada uma tinha um número,e eu, se bem me lembro, sentei-me numa cujo número era o 13. Queria ter tirado muitas mais fotografias mas, devido ao meu telemóvel incompetente, não consegui pois não levava mais do que uma pouca quantidade de fotografias. Filmei, o que também foi bom, apesar da má imagem.
Também havia comida: pipocas, cachorros-quentes, queijadas de Sintra... E claro, as bebidas habituais: coca-cola, garrafas de água, sumos, ice-tea...
O concerto foi uma loucura, divertido, mas uma loucura! Cada vez que tocavam uma nota, era uma barulheira!... Inimaginável! O chão tremia e, eu, como estava mais lá para cima, só via umas criaturas minúsculas a saltarem como sapos! O nome do vocalista da banda é Bill. São todos alemães, mas, cá para mim, o Bill é o mais apreciado. Usa roupas justas, pretas obviamente, o cabelo mais volumoso que sei lá o quê, e tem um irmão gémeo, o Tom, que é exactamente o oposto; usa roupas bastante largas, rastas e diz que não gosta de relações sérias, gosta só de se divertir com as raparigas, de vez em quando... Enquanto que o Bill afirma que era capaz de sair da banda por uma rapariga. O Tom é guitarrista. Depois ainda há o baterista, que me parece ser o mais normal, Gustave que é loirinho, alto... É normal (pelo menos comparado com os outros),e o que toca baixo, George que, na minha opinião, é o mais feio! Tem o cabelo comprido (pelos ombros) e castanho. É alto, é o mais velho, mas é feio! O que eu mais gosto é o Tom, e depois o Bill.
A minha música preferida é a "Scream". Ouçam-na. É realmente boa!
Beijinhos da
MARIANA#

Sexta-feira, Junho 27, 2008

O que é feito de mim...

Olá! Lembram-se de mim? Não? Mariana... Quem aqui escreve... Não vos ocorre ninguém? Ah! Já se lembraram! Acho muito bem. Bem... Estou de férias, malta. Sim, aposto que, tal como toda toda a gente que já sabe, devem estar a dizer a vocês mesmos: "Que sorte! Já pode descansar, brincar..." Mas não é bem assim. Nos primeiros dias até é divertido, mas agora descrevo as férias numa palavra: "Seca". O que querem que faça? A uma certa altura já nos parece que não há nada para fazer pois tudo o que achávamos divertido já nos parece ser cansativo e aborrecido. E acreditem, não é bom ter essa sensação, especialmente de férias.
Nestas férias, ainda há pouco tempo, fiz uma promessa a mim mesma: vou-me dedicar à escrita. Felizmente ainda consigo escrever bastante depressa, o que por vezes ajuda, pois podemos pensar que nos cansamos menos e que carregamos em menos teclas, o que não é bem verdade...
Não vou para nenhuma colónia de férias como a maioria das minhas amigas. Acho que só acabaria por me sentir mais só e aborrecida, de certa maneira. Não tenho trabalhos de casa, só de Português; fazer um texto, mas isso é sempre agradável! No 3º ano já implorava à minha professora para que, nas férias, nos mandasse fazer textos como trabalhos de férias!... É um pouco desagradável pensar que nos vamos deitar cedo à mesma, para acordar às mesmas horas e fazer nenhum, tal como nesse mesmo dia e a pensar : "Faço dieta amanhã". É desta que me candidato a lutadora de wrestling. Já viram?! " - E agora, a grande Mariana com 166 quilos!! ". Oh não! Nem pensar!
Sabem, posso arrumar os livros, cadernos, estojos e materiais já de imediato, como passatempo, mas depois pergunto-me: "Será correcto chamar a isto passatempo se pensar que num dia arrumo e que no outro não posso voltar a arrumar pois não necessitei de desarrumar?" Uau, tenho que parar de seguir tanto o meu pensamento; a certa altura parece que não faz sentido :)
Bem, vou indo... Não sei fazer o quê, mas... Hum... Logo se vê! xD Beijinho da
# MARIANA

Domingo, Março 02, 2008

Em Geral

Olá a todos! Lamento se o que escrever não ficar bem ou razoável, mas talvez isso seja pelo facto de serem 20h49 da noite... Mas que culpa tenho? Estive todo o fim-de-semana a estudar para amanhã e, peço desculpa à minha Professora de Língua Portuguesa(...), estou bastante nervosa. Já não escrevo tanto como de antes mas decerto que nas férias escreverei mais.
Em geral... Vai tudo bem, excluindo o facto de ter baixado de Muito Bom a Suficiente, logo a Matemática! Provavelmente daí é que vem todo o meu nervosismo. Mas vai tudo bem, falando em geral. Não descobri nenhum cancro, não desloquei a rótula, AINDA não entrei na adolescência, penso que ainda não engordei 5 quilos e o melhor de tudo: sem falar em diagnósticos não tive nenhum insuficiente, até agora! (Sim, para quem se pergunta por que é que ela diz sem falar em diagnósticos) é porque tive um a EVT, mas não me envergonho disso pois é apenas um diagnóstico, e, apesar da minha lentidão a fazer os trabalhos, acho que estou a melhorar! Mas, agora falando noutro caso, até (nem era mau ter um insuficiente). Isto é só porque fiz um acordo (mas, falando mais em "SeguraNet" (exagerando)) não irei revelar nomes. Bem, mas a verdade é que se eu tirar um insuficiente a alguma disciplina recebo uma prenda! Por exemplo uma carteira, um gancho ou mesmo um dossier, visto que tenho tendência a estragá-los sem me aperceber... Bem... Tenho que ir, já são 21h01. Resumindo: conselho de tudo:
"Nada como uma boa noite de sono": não é o mais indicado e deveria apenas dizer isto quando recebesse o teste e tivesse tido pelo menos um Bom, mas... Poderei também acrescentar: P.S: Demorei algum tempo, por volta de dois minutos, a pensar no conselho. (Mais vale pouco e mal do que muito e perfeito) se é que entendem. Bem, não interessa. Beijocas, já são 21h04. Acho que sou bastante lenta a escrever. Bem, beijoca. Boa noite! :)

Terça-feira, Fevereiro 19, 2008

Não me tirem

Não me tirem as mãos
Logo não posso trabalhar

Não me tirem a boca
Logo não posso dizer que te amo

Não me tirem o rosto
Logo não posso ir ao casting

Não me tirem os pés
Não posso calçar os meus sapatos italianos

Não me tirem os olhos
Não me cai uma lágrima

Não te tirem os ombros
Não posso encostar a cabeça

Não me tirem o pescoço
Não vejo facilmente o que me rodeia

Não me tirem a almofada
Não tenho o dinheiro da fada dos dentes

Não me tirem aquele meu CD
Não posso fingir que tenho companhia

Não me tirem os amigos
Não tenho a quem ligar a meio da noite

Não me tirem a audição
Podes-me estar a pedir em casamento

Não me tirem a vida
Pois não posso pedir que não ma tires
Seja os amigos, os meus pais, a minha avó
A vida é feita de desejos.
A vida é feita de milagres
Mas o melhor de todos é a vida em si.